Lisboa ficou em 1.º lugar no Holiday Happiness Index, o ranking que comparou 47 destinos pelo que eles fazem pelo bem-estar de quem os visita: horas de sol, qualidade do sono, comida saudável, espaço verde e facilidade de andar a pé. A capital portuguesa soma 2.828 horas de sol por ano, 49 m² de espaço verde por habitante e cerca de 10% de restaurantes classificados como saudáveis, a segunda maior proporção entre as 47 cidades. O título vale para quem visita. Para quem mora, outros índices contam uma história mais matizada, e é juntando os dois lados que o ranking passa a dizer alguma coisa útil a quem pensa em comprar imóvel na cidade.
Atualizado em setembro de 2026 · Por Conexão Europa Imóveis — A ponte entre Brasil e Portugal (+20 anos de experiência)
Índice
- O que o estudo mediu
- O que o ranking não mede
- Os números que sustentam a imagem
- Por que isso chega ao aluguel
- Reputação não é tese de investimento
- Se a ideia é morar em Lisboa
- Perguntas frequentes
O que o estudo mediu
O Holiday Happiness Index é da BookRetreats, uma plataforma de reservas de retiros de bem-estar, e foi feito com a orientação de Natalie Dattilo-Ryan, psicóloga clínica afiliada à Harvard Medical School. A página do estudo foi atualizada em abril de 2026, e o resultado ganhou a imprensa em setembro, com o Jornal Económico e a Euronews.
A lógica é simples: o estudo escolheu cinco hábitos associados à produção dos hormônios do bem-estar e mediu, em cada cidade, o quanto o destino facilita cada um deles. Os cinco têm o mesmo peso.
| Fator | Como foi medido | Fonte dos dados |
|---|---|---|
| Sol | Horas de sol por ano | Weather and Climate |
| Sono | Percepção de ruído e poluição luminosa | Numbeo |
| Alimentação saudável | % de restaurantes classificados como saudáveis | TripAdvisor |
| Natureza | Espaço verde público por habitante | ONU-Habitat |
| Exercício | Tempo a pé entre as quatro atrações mais avaliadas | Cálculo do estudo |
Cada indicador foi normalizado numa escala comum e a nota final é a média dos cinco. O top 10 ficou assim:
| Posição | Cidade |
|---|---|
| 1.º | Lisboa |
| 2.º | Helsínquia |
| 3.º | Orlando |
| 4.º | Atenas |
| 5.º | Edimburgo |
| 6.º | Madrid |
| 7.º | Viena |
| 8.º | Budapeste |
| 9.º | Oslo |
| 10.º | Vilnius |
Lisboa não venceu em nenhum fator isolado. Dubai tem mais sol (3.577 horas), Helsínquia tem o melhor sono, Orlando tem mais verde por habitante (258 m²) e Atenas tirou a nota máxima em caminhabilidade. O que pôs Lisboa na frente foi o equilíbrio: ela vai bem nos cinco ao mesmo tempo. O próprio estudo destaca a comida, a cidade compacta que se percorre a pé entre Bairro Alto, Alfama e Belém, e as praias da Costa da Caparica e de Cascais a menos de uma hora de transporte público.

O que o ranking não mede
Vale ler o título pelo que ele é. É um índice de viagem, feito por uma empresa do setor de turismo de bem-estar, que mede as condições que uma cidade oferece a quem passa uns dias nela. Não pergunta nada a quem mora lá, e não entra em salário, preço da habitação, saúde pública ou transporte no dia a dia. A própria BookRetreats reconhece que a felicidade num destino “depende acima de tudo das preferências individuais”.
O índice mais citado sobre felicidade de quem vive num país é outro. No World Happiness Report 2026, que pergunta aos moradores como avaliam a própria vida numa escala de 0 a 10, Portugal ficou em 69.º lugar, com 6,029 pontos (média de 2023 a 2025). O Brasil ficou em 32.º, com 6,634. O relatório é por país e não por cidade, e mede outra coisa: explica a nota com renda, apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade de escolha, generosidade e percepção de corrupção.
Os dois números não se contradizem. Um diz que Lisboa é um lugar muito bom para passar uns dias. O outro diz que o português médio avalia a própria vida com menos entusiasmo do que o brasileiro médio avalia a sua. Para quem investe, a primeira informação é a que mexe com a procura de aluguel.
Os números que sustentam a imagem
Ranking de revista ganha manchete e some. O que dá consistência à reputação de Lisboa são indicadores de fontes que se repetem ano após ano:
| Indicador | Dado | Fonte |
|---|---|---|
| Segurança | Portugal é o 7.º país mais pacífico do mundo, entre 163 | Global Peace Index 2026, Institute for Economics and Peace |
| Turismo | 9,5 milhões de hóspedes (+5%) e 21,3 milhões de dormidas na Área Metropolitana de Lisboa em 2025 | INE, análise do IPDT |
| Sazonalidade | Sazonalidade baixa ao longo de 2025, com hóspedes distribuídos pelo ano | INE, análise do IPDT |
| Ambiente | Lisboa foi Capital Verde Europeia em 2020 | Comissão Europeia |
| Aluguel | Renda mediana de novos contratos de €17,42/m², +8,2% em um ano | INE, 1.º trimestre de 2026 |
A linha da sazonalidade é a que mais interessa ao proprietário. Uma cidade que recebe visitante o ano inteiro, e não só em julho e agosto, sustenta ocupação também no inverno. O sol das 2.828 horas e a vida ao ar livre explicam parte disso.

Por que isso chega ao aluguel
Os cinco fatores do índice são quase uma lista do que o inquilino procura. Sol, verde perto de casa, rua boa para andar, café e restaurante na esquina. Quem visita Lisboa gosta da cidade pelos mesmos motivos que fazem um imóvel arrendar rápido.
Essa atratividade chega ao proprietário por três caminhos de renda, com retornos diferentes:
| Modalidade | Renda bruta ao ano | Quem é o inquilino |
|---|---|---|
| Alojamento Local, onde é permitido | 7% a 9% | O turista que o ranking atrai, já descontada a taxa da plataforma |
| Nômade digital, temporadas de meses | 5% a 7% | Quem trabalha remoto e escolhe a cidade pela qualidade de vida |
| Longa duração, contrato de um ano | 3% a 5% | O morador, com procura constante e vacância baixa |
São médias. O retorno de cada imóvel depende de por quanto ele foi comprado e por quanto é arrendado.
O nômade digital é o elo mais direto entre o ranking e o investidor. É um inquilino que escolhe a cidade exatamente pelos critérios que o índice mede, fica meses e paga acima do morador local. Como o contrato é de arrendamento por temporada, e não hospedagem turística de curta duração, em regra ele não depende da licença de Alojamento Local. O enquadramento de cada contrato deve ser confirmado com o advogado que acompanha a operação.
⚠️ O Alojamento Local não é livre em toda Lisboa. A cidade tem zonas de contenção por regulamento municipal, com contenção absoluta em Santa Maria Maior, Misericórdia e Santo António, e contenção relativa em São Vicente, Arroios e Estrela. Justamente os bairros que o turista mais procura. Os rácios são recalculados periodicamente, por isso a freguesia tem de ser verificada na data da compra. Os detalhes estão em licença de AL em Lisboa e em zonas de contenção de AL.
Na escolha do bairro, o ranking dá uma pista prática. Os mesmos atributos que ele premia na cidade, como jardim, comércio a pé e transporte, valorizam o imóvel dentro dela. Um apartamento a cinco minutos do Jardim da Estrela ou do Parque Eduardo VII arrenda com mais facilidade do que outro igual numa rua sem nada em volta. Num imóvel de investimento, quem escolhe é o inquilino, e você é o proprietário. A comparação completa entre os modelos está em aluguel de curta x longa duração, e os números do Airbnb na cidade em quanto rende um Airbnb em Lisboa.
Reputação não é tese de investimento
Nenhum comprador deveria fechar negócio por causa de um ranking. Ele confirma uma tendência que já aparece nos preços, e o preço é o que decide a conta.
E o preço em Lisboa já reflete essa procura. A mediana das vendas efetivas no município foi de €5.082/m² no 1.º trimestre de 2026, a mais alta do país, e os preços subiram 18,2% em 2025, segundo o INE. A cidade é cara porque é disputada, e continua mais barata do que as principais capitais europeias. É o mercado português com a maior margem de valorização à frente, e a análise por bairro, com a conta de um T2, está em comprar imóvel em Lisboa.
Dois cuidados de orçamento para quem compra do Brasil:
- O IMT do não-residente é uma taxa fixa de 7,5% desde 25/05/2026 (DL 97/2026). Somados Imposto do Selo, escritura e registo, os custos da compra ficam perto de 9% do preço. Há duas vias para reaver parte do IMT, ambas pedidas à AT em até 6 meses: tornar-se residente fiscal em Portugal em até 2 anos, ou arrendar o imóvel em regime de renda moderada, até €2.300 por mês, por 36 meses dentro dos primeiros 5 anos. O cálculo passo a passo está em impostos para comprar imóvel em Portugal.
- O horizonte é de cinco anos, somando renda e valorização. Lisboa é uma aposta de valorização com liquidez, e o crédito entra como alavanca: financiar parte da compra reduz o capital próprio aplicado e mantém liquidez em euro. Como funciona para o brasileiro está em financiamento de imóvel em Portugal.
Lisboa é a primeira escolha do investidor brasileiro, e Cascais e a linha costeira entre as duas vêm logo a seguir, com o mesmo sol, a praia mais perto e um inquilino de perfil mais alto.

Se a ideia é morar em Lisboa
Parte de quem lê notícias como esta pensa em viver na cidade, e não só em investir. Aqui entram três fatos que costumam chegar distorcidos ao Brasil:
- Comprar imóvel não dá autorização de residência. A via imobiliária do Golden Visa acabou em outubro de 2023. O programa continua, mas por outros investimentos, e está explicado em Golden Visa 2026. A compra da casa é um investimento, não um visto.
- O IFICI, o regime que substituiu o antigo NHR, não beneficia aposentados. É voltado a profissões qualificadas e à investigação.
- A cidadania ficou mais longe. Desde a Lei Orgânica n.º 1/2026, o brasileiro precisa de 7 anos de residência legal, contados a partir do primeiro título de residência.
Nada disso muda o que o ranking mede. Muda o planejamento de quem quer transformar a viagem em mudança.
Perguntas frequentes
Lisboa é mesmo a cidade mais feliz do mundo?
É o destino de férias mais bem colocado do Holiday Happiness Index, da BookRetreats, que comparou 47 cidades em horas de sol, qualidade do sono, comida saudável, espaço verde e caminhabilidade. O índice mede as condições que a cidade oferece ao visitante. Não mede a felicidade de quem mora lá: no World Happiness Report 2026, Portugal aparece em 69.º lugar entre os países.
Quem fez o ranking que colocou Lisboa em 1.º lugar?
A BookRetreats, uma plataforma de reservas de retiros de bem-estar, com a orientação da psicóloga clínica Natalie Dattilo-Ryan, afiliada à Harvard Medical School. Os dados vêm de fontes públicas como ONU-Habitat, TripAdvisor e Numbeo, e os cinco fatores têm o mesmo peso na nota final.
Quais cidades aparecem no top 10 do Holiday Happiness Index?
Lisboa, Helsínquia, Orlando, Atenas, Edimburgo, Madrid, Viena, Budapeste, Oslo e Vilnius, nesta ordem. Com exceção de Orlando, todas são europeias.
O ranking faz o imóvel em Lisboa valorizar?
Não diretamente. O ranking confirma uma procura que já aparece nos números: o preço mediano das vendas foi de €5.082/m² no 1.º trimestre de 2026, depois de uma alta de 18,2% em 2025, e a renda de novos contratos subiu 8,2% em um ano. Quem decide a conta é o preço de compra, não a manchete.
Qual tipo de aluguel mais aproveita a fama de Lisboa?
O Alojamento Local, de 7% a 9% brutos ao ano, é o que mais depende do turista, mas só é possível fora das zonas de contenção. O arrendamento por temporadas a nômades digitais, de 5% a 7% brutos, atrai quem escolhe a cidade pela qualidade de vida e, em regra, não depende de licença de AL. O longa duração, de 3% a 5% brutos, é o mais estável. São médias que dependem do preço de compra e do valor do aluguel.
Comprar imóvel em Lisboa dá direito a morar em Portugal?
Não. A compra de imóvel deixou de dar acesso ao Golden Visa em outubro de 2023. Quem quer viver em Portugal precisa de um visto próprio, independente da compra.
O que o ranking não conta sobre o seu imóvel
O índice explica por que tanta gente quer passar uns dias em Lisboa. Qual apartamento vai arrendar rápido, em qual freguesia o Alojamento Local ainda é possível e qual preço faz sentido pagar, isso ele não diz, e é aí que a compra se decide.
Há mais de 20 anos o Conexão Europa Imóveis liga o Brasil a Portugal. Na assessoria de compra, para investir ou para viver, o Conexão Europa Imóveis indica todos os passos do projeto imobiliário: escolhe o imóvel pela procura real de inquilinos, negocia pelos valores de transação e não pelos de anúncio, acompanha a documentação, o apoio jurídico, o CPCV e a escritura, e cuida da gestão depois das chaves com total transparência. Se a compra for financiada, o primeiro passo é a indicação da melhor empresa de intermediação de crédito bancário. A conta bancária em Portugal só é aberta depois da pré-aprovação, no banco que vai de fato financiar.
Conteúdo informativo, atualizado em setembro de 2026. Rankings, preços e rendas mudam a cada edição e devem ser revalidados na data da operação. As zonas de contenção de Alojamento Local são recalculadas periodicamente pela Câmara Municipal de Lisboa.

